Era uma vez um jogador de hóquei chamado Emmanuel Noveen Malhotra, Manny para a maioria das pessoas (que, no hóquei, Manny é mais másculo que Emmanuel). Contratado para a equipa de Vancouver (que eu sigo com afincada paixão) este ano, passou uma época regular mais ou menos normal, que é como quem diz, a marcar o seu golito de vez em quando, a defender bem (a razão da sua contratação), e a apanhar pancada, que os jogadores de hóquei são homens com pouca coragem para demonstrar a sua homossexualidade e a sua satisfação por S&M, e decidem meter-se num rinque de gelo e agarrem-se uns aos outros durante 2h30, mais minuto, menos minuto.
Bom, seguindo com o ponto que interessa, a 16 de Março deste ano, o Emmanuel levou com um disco no olho esquerdo, como podem ver aqui:
No dia seguinte, foi operado pela primeira vez ao olho afectado, e a 21 de Março, a equipa anunciou que ele estaria indisponível para jogar, estando em risco a sua carreira, bem como a visão do olho esquerdo. Oito dias depois, à conta de uma informação prestada por Steve Nash (base dos Phoenix Suns, cuja irmã é mulher do Manny), teve segunda operação, acrescentado a imprensa (que pouco ou nada sabia) que "seria a última tentativa para recuperar a visão".
As reacções de vários quadrantes foram avassaladoras. Desde a obrigatoriedade de usar visor no capacete (que eu até concordo, mas não resolve nada, como podem ver no segundo vídeo, jogo de ontem), até à ausência de contacto num desporto... de contacto, escreveu-se e disse-se de tudo.
Os dias foram passando, e o espanto apoderou-se de todos os que seguiam hóquei quando o mesmo sujeito a quem condenaram a carreira e a visão vai jogar no dia 1 de Junho, no primeiro jogo da Stanley Cup (final do campeonato de hóquei no gelo). Então para quê esta historieta toda? Três pontos:
1) Até porque estamos em tempo de eleições, aos leitores e editores deste blog pede-se que tenham o espírito crítico muito apurado quando ouvirem a nossa imprensa, que ainda é pior que a norte-americana. Sobretudo, ao contrário dos tipos do lado de lá do Atlântico, os nossos MENTEM, DETURPAM, e ENGANAM propositadamente, ao serviço de interesses obscuros. (Não são só eles, infelizmente até conheci gente assim recentemente)
2) É salutar contar a história de alguém que deu a volta a um conjunto de adversidades e sempre acreditou que ia voltar ao hóquei (na ÚNICA entrevista que deu, as suas palavras resumiram-se a isso).
3) Devemos dar valor a quem nos ajuda nos momentos difíceis, e não os esquecer quando estamos bem. Nesse aspecto, o enorme coro de elogios à equipa, à sua organização, e aos médicos, enfermeiros e demais pessoal que esteve com o jogador mostram que, ao contrário deste Portugal mesquinho que por vezes nos deparamos, lá se tem uma abordagem completamente diferente (para melhor) das coisas. Não é só por vídeos das coisas boas de Portugal, há que fazer nós próprios coisas boas.
Uma palavra final para a sorte que nós temos, por vivermos nesta era, em ver um poema futebolístico chamado Futbol Club Barcelona. Mais do que merecido, mostra que há um jogador que está a chegar a um patamar que o consagrará como o melhor de sempre.
Beijinhos e abraços.
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sábado, 28 de maio de 2011
A história de Manny Malhotra (este não é personagem de ficção)
Duques e Cenas tristes
As coisas que eu sei,
Madaherios,
Pensem nisto
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Conexões e Afins
Ontem foi um dia azedo para as conexões internéticas de cariz social. Como se tudo conspirasse para me irritar (esta semana tem sido particularmente pertinente nesse aspecto), estava tudo a dar o estoiro: Blogger, Facebook (e eu uso-o para trabalho, não só para mandar postas de parvoíce em catadupa), MSN, e diversos e-mails do trabalho, em particular a bela plataforma MOODLE, que decidiu dar o peido mestre quando se estava a actualizar os conteúdos.
O dia de hoje que, recorde-se, é uma bela sexta-feira 13, parece ser o melhor dia da semana (até ver!). Gostaria de realmente "esticar a corda", mas como alguém escreveu algures num meio virtual, é melhor "não confirmar já as desilusões todas de uma vez, é preferível tomá-las aos poucos e esperar que o estômago seja demasiado grande para as digerir." Pena que o meu tenha andado meio parvo desde há tempos para cá...
P.S.: Já agora, cada vez percebo menos as mulheres. Não é novidade para ninguém que nós, homens, percebemo-las pouco, mas tinha ideia que conseguia chegar a 1%. Engano meu! É 0%! ZERO! Nickles!
O dia de hoje que, recorde-se, é uma bela sexta-feira 13, parece ser o melhor dia da semana (até ver!). Gostaria de realmente "esticar a corda", mas como alguém escreveu algures num meio virtual, é melhor "não confirmar já as desilusões todas de uma vez, é preferível tomá-las aos poucos e esperar que o estômago seja demasiado grande para as digerir." Pena que o meu tenha andado meio parvo desde há tempos para cá...
P.S.: Já agora, cada vez percebo menos as mulheres. Não é novidade para ninguém que nós, homens, percebemo-las pouco, mas tinha ideia que conseguia chegar a 1%. Engano meu! É 0%! ZERO! Nickles!
Duques e Cenas tristes
coisas que só me acontecem a mim,
Dias de merda,
Madaherios
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Europa do Futebol vs Europa do Pilim
Parece que há umas coisas na Europa que dizem que estamos na bancarrota. Que inclusivamente só pedimos ajuda este ano porque o ano passado o Benfica foi campeão.
Que estamos sequinhos que nem um carapau, não é novidade. A criação de comissões, de comités, de parcerias público-privadas (85 na era "chuchialista") que beneficiam umas empresas privadas para as quais os membros do Governo vão trabalhar quando deixam de ser ... membros do Governo, um número gigante de Fundações, todas elas com nomes de boys (ou bois, consoante os gostos) partidários, só poderia redundar em gasto exagerado.
O que nos tiraram nos ordenados, pelos impostos directos e indirectos, tem sido utilizado para aumentar esta enorme máquina sugadora ligada aos partidos políticos. E é por isso que, a bem da transparência e sabendo disto tudo, eu sou apologista numa alteração da fatiota oficial que os deputados usassem no Parlamento (já agora, defendo abertamente a redução de 230 para 5 ou 6, dependendo do número de partidos eleitos - 230 carneiros podem ser substituídos por um apenas que faça a vontade do Partido, com enormes ganhos para o País).
E a fatiota porquê? Simples, tomem como exemplo os pilotos de Fórmula 1: são patrocinados pela Esso, HP, Marlboro, ... e sabe-se quem financia essa brincadeira adrenalínica a que chamam desporto motorizado. Aqui os deputados estariam a defender os interesses das empresas x, y e z, e nós saberíamos porque raio fulano ou sicrano defende uma Lei absurda para determinado assunto: é patrocinado pela empresa que interessa a que aquilo aconteça. Posto isto, seria muito mais fácil escolher o mal menor: o gajo que não tivesse tantos crachás, para mim, seria o "ideal" (político ideal é uma utopia, mas vamos supor que sim).
Boa ideia ou mais uma ideia parva de quem não tem nada para fazer?
Que estamos sequinhos que nem um carapau, não é novidade. A criação de comissões, de comités, de parcerias público-privadas (85 na era "chuchialista") que beneficiam umas empresas privadas para as quais os membros do Governo vão trabalhar quando deixam de ser ... membros do Governo, um número gigante de Fundações, todas elas com nomes de boys (ou bois, consoante os gostos) partidários, só poderia redundar em gasto exagerado.
O que nos tiraram nos ordenados, pelos impostos directos e indirectos, tem sido utilizado para aumentar esta enorme máquina sugadora ligada aos partidos políticos. E é por isso que, a bem da transparência e sabendo disto tudo, eu sou apologista numa alteração da fatiota oficial que os deputados usassem no Parlamento (já agora, defendo abertamente a redução de 230 para 5 ou 6, dependendo do número de partidos eleitos - 230 carneiros podem ser substituídos por um apenas que faça a vontade do Partido, com enormes ganhos para o País).
E a fatiota porquê? Simples, tomem como exemplo os pilotos de Fórmula 1: são patrocinados pela Esso, HP, Marlboro, ... e sabe-se quem financia essa brincadeira adrenalínica a que chamam desporto motorizado. Aqui os deputados estariam a defender os interesses das empresas x, y e z, e nós saberíamos porque raio fulano ou sicrano defende uma Lei absurda para determinado assunto: é patrocinado pela empresa que interessa a que aquilo aconteça. Posto isto, seria muito mais fácil escolher o mal menor: o gajo que não tivesse tantos crachás, para mim, seria o "ideal" (político ideal é uma utopia, mas vamos supor que sim).
Boa ideia ou mais uma ideia parva de quem não tem nada para fazer?
Duques e Cenas tristes
cheira-me que queres festa,
coisas importantes,
Madaherios
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Finalmente...
... após muita insistência (praí 30 segundos), abriram a porta a um leão nesta casa pejada de vermelho e branco. Irei postar qualquer coisa quando me lembre. Poderá ser nunca, mas saber que posso dá-me aquela satisfação de controlar qualquer coisinha da minha existência.
E para começar, uma enorme lição de anatomia humana, por Robin Williams:
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